Vitaminas para imunidade: o que a Anvisa reconhece
Dez nutrientes, os produtos que os trazem e o limite de ingestão de cada um

Resposta rápida
Segundo a Anvisa, dez nutrientes auxiliam no funcionamento do sistema imune: vitamina A, vitamina B6, vitamina B12, vitamina C, vitamina D, ácido fólico, cobre, ferro, selênio e zinco.
Na prática, um suplemento "para imunidade" é um produto que fornece um ou mais desses nutrientes em quantidade declarada no rótulo. O que diferencia um produto do outro é quais desses dez ele traz e quanto de cada um por porção.
Os dez nutrientes, um a um
- "A vitamina A auxilia no funcionamento do sistema imune."
- "A vitamina B6 auxilia no funcionamento do sistema imune."
- "A vitamina B12 auxilia no funcionamento do sistema imune."
- "A vitamina C auxilia no funcionamento do sistema imune."
- "A vitamina D auxilia no funcionamento do sistema imune."
- "O ácido fólico auxilia no funcionamento do sistema imune."
- "O cobre auxilia no funcionamento do sistema imune."
- "O ferro auxilia no funcionamento do sistema imune."
- "O selênio auxilia no funcionamento do sistema imune."
- "O zinco auxilia no funcionamento do sistema imune."
Para continuar: Vitamina C com zinco: para que serve a combinação e Vitamina D 2000 UI: quanto é e como tomar. Os produtos estão na página de vitaminas e minerais.
Em que produtos da linha cada nutriente aparece
Os números abaixo saem da tabela nutricional de cada rótulo, por porção diária.
Vitamina C em pó. Ingrediente único, ácido ascórbico, com 1.000 mg por porção de 1 g, o que o rótulo declara como 1.000% do valor diário. Preços conferidos em 18/09/2026: R$ 29,90 na embalagem de 250 g, R$ 46,90 na de 500 g e R$ 79,90 na de 1 kg.
Vitamina D, da linha Íntera Daily. Uma cápsula com 50 mcg de vitamina D3, o mesmo que 2.000 UI (unidades internacionais), ou 333% do valor diário. Sai por R$ 19,90 no pote de 60 cápsulas, conferido em 18/09/2026.
Multivitamínico AZ + Ômega 3, da linha Íntera Daily. Numa cápsula ao dia, reúne os dez nutrientes da lista: vitamina A (900 mcg), B6 (10 mg), B12 (9,9 mcg), C (100 mg), D (6,3 mcg), ácido fólico (1.000 mcg), cobre (2.000 mcg), ferro (30 mg), selênio (25 mcg) e zinco (23 mg). Sai por R$ 39,90 no pote de 30 cápsulas.
Outros produtos da linha também trazem vários desses nutrientes, como o Multivitamínico 12 Vitaminas e 5 Minerais, que tem oito dos dez (não tem ferro nem selênio), e o NAC com selênio e molibdênio, que declara 68 mcg de selênio por porção de 2 cápsulas.
O limite de cada um
Mais quantidade não é sinônimo de mais benefício, e todo nutriente tem um teto de ingestão. O Institute of Medicine dos Estados Unidos, que define as ingestões dietéticas de referência usadas como base em muitos países, fixou limites superiores toleráveis de ingestão para adultos, somando alimentação e suplementos:
- Vitamina C: 2 g por dia: diarreia osmótica e desconforto gastrointestinal
- Zinco: 40 mg por dia: queda de uma enzima dependente de cobre
- Selênio: 400 mcg por dia: selenose
- Ferro: 45 mg por dia: efeitos gastrointestinais
Os valores de vitamina C e selênio são do relatório de 2000 sobre vitamina C, vitamina E, selênio e carotenoides. Os de zinco e ferro são do relatório de 2001 sobre vitamina A, vitamina K e minerais-traço.
O cuidado com a soma
A conta que pesa é a do dia inteiro. Uma porção da Vitamina C em pó já fornece 1.000 mg, metade do limite superior para adultos. Somada a um multivitamínico com 100 mg e à alimentação, a quantidade total continua dentro do limite, mas dobrar a porção do pó muda a conta.
Com o zinco acontece o mesmo. O AZ + Ômega 3 tem 23 mg por cápsula. Quem soma outro produto com zinco precisa olhar a tabela dos dois para não passar dos 40 mg.
Todos os rótulos citados orientam não exceder a recomendação diária de consumo indicada na embalagem. O rótulo da Vitamina C em pó acrescenta que o consumo deve ser orientado por nutricionista ou médico e indica o produto para maiores de 19 anos.
Quem tem alguma condição de saúde, usa medicamento contínuo ou tem dúvida sobre a própria necessidade de cada nutriente deve conversar com médico ou nutricionista. Exames de sangue mostram se falta algum desses nutrientes, e só um profissional interpreta esse resultado.
Perguntas frequentes
Qual vitamina ajuda na imunidade?
Segundo a Anvisa, as vitaminas A, B6, B12, C e D, o ácido fólico e os minerais cobre, ferro, selênio e zinco auxiliam no funcionamento do sistema imune.
Tomar mais vitamina reforça a imunidade?
Mais quantidade não significa mais benefício. Cada nutriente tem um limite superior de ingestão, como os 2 g de vitamina C e os 40 mg de zinco por dia para adultos, e os rótulos citados orientam não exceder a recomendação diária de consumo indicada na embalagem.
Vitamina C em dose alta faz mal?
O Institute of Medicine fixou em 2 g por dia o limite superior de vitamina C para adultos, com base em diarreia osmótica e desconforto gastrointestinal. Uma porção da Vitamina C em pó da linha tem 1.000 mg.
Qual produto da linha tem mais nutrientes dessa lista?
O Multivitamínico AZ + Ômega 3, que traz os dez numa cápsula ao dia, conforme a tabela do rótulo.
Fontes
- Anvisa. Instrução Normativa nº 28, de 26 de julho de 2018, texto compilado (texto compilado no AnvisaLegis).
- Anvisa. RDC nº 243, de 26 de julho de 2018, sobre suplementos alimentares.
- Institute of Medicine (US) Panel on Dietary Antioxidants and Related Compounds. Dietary Reference Intakes for Vitamin C, Vitamin E, Selenium, and Carotenoids. Washington: National Academy Press, 2000.
- Institute of Medicine (US) Panel on Micronutrients. Dietary Reference Intakes for Vitamin A, Vitamin K, Arsenic, Boron, Chromium, Copper, Iodine, Iron, Manganese, Molybdenum, Nickel, Silicon, Vanadium, and Zinc. Washington: National Academy Press, 2001.
- Rótulos e preços dos produtos Soldiers Nutrition, catálogo consultado em 18/09/2026.


