Vitamina D3 (colecalciferol): o que é e para que serve
Da pele ao rim: o caminho do colecalciferol no corpo

Resposta rápida
Vitamina D3 é o nome da forma da vitamina D chamada colecalciferol. É a mesma substância que a pele humana produz quando recebe a radiação ultravioleta B (UVB) do sol. Ela serve para o mesmo que a vitamina D: segundo a Anvisa, "A vitamina D auxilia na absorção de cálcio e fósforo." e "A vitamina D auxilia no funcionamento do sistema imune.", entre outras funções.
Quando um rótulo diz "vitamina D" na tabela nutricional e "colecalciferol" na lista de ingredientes, as duas palavras falam do mesmo ingrediente. A tabela usa o nome do nutriente, e a lista usa o nome químico da forma.
As seis funções que a Anvisa reconhece
A Anvisa reconhece seis funções da vitamina D, na Instrução Normativa nº 28, de 2018:
- "A vitamina D auxilia na absorção de cálcio e fósforo."
- "A vitamina D auxilia na formação de ossos e dentes."
- "A vitamina D auxilia na manutenção de níveis de cálcio no sangue."
- "A vitamina D auxilia no funcionamento muscular."
- "A vitamina D auxilia no funcionamento do sistema imune."
- "A vitamina D auxilia no processo de divisão celular."
O caminho da D3 no corpo
O Linus Pauling Institute, da Universidade Estadual do Oregon, descreve que o colecalciferol é sintetizado na pele a partir do 7-desidrocolesterol quando a pele é exposta à radiação UVB. A D3 que vem da comida ou do suplemento entra no mesmo caminho depois de absorvida.
| Etapa | Onde | O que se forma |
|---|---|---|
| 1 | pele (UVB) ou intestino | colecalciferol, a D3 |
| 2 | fígado | 25-hidroxivitamina D, ou calcidiol |
| 3 | rim | 1,25-di-hidroxivitamina D, ou calcitriol |
Segundo o Linus Pauling Institute, o calcitriol é a forma ativa, e a produção dele no rim é regulada pelo próprio organismo, conforme os níveis de cálcio, fósforo e hormônio da paratireoide. O colecalciferol em si, portanto, ainda não é a forma que age: ele é a matéria-prima das duas transformações seguintes.
Para continuar: Melhor horário para tomar vitamina D: o que os estudos mediram e Alimentos ricos em vitamina D: peixes, ovos e o que a tabela mostra.
Por que o exame mede outra molécula
Quem já fez exame de vitamina D viu no laudo o nome 25-hidroxivitamina D, ou 25(OH)D. O Linus Pauling Institute explica o motivo: essa é a principal forma de vitamina D que circula no sangue, e a soma da 25(OH)D2 com a 25(OH)D3 é usada como indicador do estado nutricional de vitamina D.
O exame não mede o colecalciferol que acabou de entrar no corpo, nem o calcitriol, que é a forma ativa. Mede o estoque intermediário, que reflete tanto o sol quanto a alimentação e o suplemento.
Interpretar o resultado do exame de 25(OH)D, e decidir se é preciso suplementar e em que quantidade, é papel do médico ou do nutricionista.
D3 e D2: o que a comparação mostrou
A outra forma de vitamina D usada em suplementos é a D2, o ergocalciferol, que o Linus Pauling Institute descreve como uma forma produzida por plantas, cogumelos e leveduras expostos à radiação ultravioleta.
Laura Tripkovic e colegas publicaram em 2012 no American Journal of Clinical Nutrition uma revisão sistemática com metanálise dos ensaios que compararam diretamente as duas formas em adultos. A conclusão foi que a D3 elevou a 25(OH)D no sangue de forma mais eficaz que a D2.
Tripkovic e colegas registram um detalhe que muda a leitura: a vantagem da D3 apareceu principalmente nos estudos com doses únicas grandes, e o efeito se perdeu quando as duas formas foram dadas todos os dias. O Linus Pauling Institute resume o mesmo achado ao citar a metanálise.
Sol, pele e estação do ano
A produção de D3 na pele varia muito. O Linus Pauling Institute lista fatores que interferem nela: latitude, altitude, nuvens, poluição, estação do ano, cor da pele e uso de protetor solar. Pessoas com tom de pele mais escuro produzem menos vitamina D com a mesma exposição, e o envelhecimento reduz a capacidade da pele de sintetizá-la.
O Linus Pauling Institute registra que a exposição ao sol não provoca excesso de vitamina D, porque o excesso de radiação transforma o 7-desidrocolesterol e o colecalciferol em compostos inativos.
Na comida, poucas fontes
O Linus Pauling Institute afirma que a vitamina D existe naturalmente em poucos alimentos, como alguns peixes gordos (cavala, salmão e sardinha), óleos de fígado de peixe, ovos de galinhas alimentadas com vitamina D e cogumelos expostos ao sol ou à luz ultravioleta.

Na linha Soldiers, pelo rótulo
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A cápsula da Vitamina D Íntera Daily é de gelatina, de origem animal, e o rótulo declara que o produto contém glúten. As duas informações estão na embalagem e no catálogo.
Um cuidado com a soma
Os dois rótulos trazem a advertência "Não exceder a recomendação diária de consumo indicada na embalagem." Quem usa um multivitamínico e uma cápsula de vitamina D ao mesmo tempo deve somar as quantidades das duas tabelas, já que as duas declaram a vitamina D na mesma unidade.
O Linus Pauling Institute descreve o excesso de vitamina D como elevação anormal do cálcio no sangue. Quem tem alguma condição de saúde, usa medicamento contínuo ou tem exame alterado deve conversar com médico ou nutricionista antes de usar qualquer suplemento de vitamina D.
Perguntas frequentes
Vitamina D3 serve para quê?
Serve para o mesmo que a vitamina D. Segundo a Anvisa, "A vitamina D auxilia na formação de ossos e dentes." e "A vitamina D auxilia no funcionamento muscular.", entre outras funções.
Colecalciferol e vitamina D3 são a mesma coisa?
Sim. Colecalciferol é o nome químico da vitamina D3. A tabela nutricional mostra "vitamina D", e a lista de ingredientes mostra "colecalciferol".
Qual a diferença entre vitamina D3 e D2?
A D3 é a forma produzida pela pele. A D2, ergocalciferol, vem de plantas, cogumelos e leveduras. A metanálise de Tripkovic e colegas, de 2012, encontrou vantagem da D3 em doses únicas grandes, mas não no uso diário.
Por que o exame mede 25-hidroxivitamina D?
Porque é a principal forma de vitamina D circulando no sangue e reflete o sol, a comida e o suplemento. O Linus Pauling Institute descreve essa molécula como o indicador usado para avaliar o estado nutricional de vitamina D.
O sol pode causar excesso de vitamina D?
Não, segundo o Linus Pauling Institute. O excesso de radiação transforma os precursores em compostos inativos.
Fontes
- Anvisa. Instrução Normativa nº 28, de 26 de julho de 2018, lista de alegações (texto compilado no AnvisaLegis).
- Anvisa. RDC nº 243, de 26 de julho de 2018, sobre suplementos alimentares.
- TRIPKOVIC, L. et al. Comparison of vitamin D2 and vitamin D3 supplementation in raising serum 25-hydroxyvitamin D status: a systematic review and meta-analysis. The American Journal of Clinical Nutrition, v. 95, n. 6, p. 1357-1364, 2012.
- Linus Pauling Institute, Oregon State University. Micronutrient Information Center: Vitamin D. Atualizado em julho de 2017, revisado em outubro de 2017.
- Rótulos e preços dos produtos Soldiers Nutrition, catálogo consultado em 18/09/2026.
